Almeida localiza-se numa zona planáltica, junto ao rio Côa, com a Fortaleza a dominar toda a paisagem, tendo sido,  ao longo da sua História, um ponto estratégico de observação e de vigilância sobre uma das vias preferenciais de entrada e de saída entre Portugal e Espanha.

Com o desenvolvimento do armamento baseado na pólvora, a realeza portuguesa procurou adaptar os castelos. As mudanças passaram, ainda no séc. XV, pela adaptação do castelo gótico medieval e das restantes estruturas defensivas para a instalação de armas de fogo.

Em Almeida, a intervenção ficou a cargo do mestre-de-obras Francisco Danzillo. Da intervenção então realizada, destaca-se a construção de um fosso (provavelmente escavado no subsolo) e de uma nova cerca, envolvendo o castelo medieval, na qual se promoveu a instalação de peças de artilharia.

Devido a uma descarga eléctrica durante uma trovoada no Verão de 1695 deu-se o rebentamento do armazém de pólvora localizado na Torre de Menagem, provocando a destruição das principais estruturas medievais. O antigo castelo foi, então, reconstruído como fortim Moderno, no interior do qual se implantou posteriormente um grande paiol à prova de bomba cuja explosão foi a causa do colapso da Praça-forte no Cerco de 1810.

Face à urgência suscitada pela Guerra de Restauração, os trabalhos de concepção e construção de uma enorme fortificação levada a cabo de raiz iniciaram-se logo em 1641, sob a responsabilidade do engenheiro francês Pierre Gilles de Saint-Paul.

A sua importância estratégica levou a que, ao longo da centúria seguinte, os esforços de reforço da malha defensiva das antigas Terras de Riba-Côa se tivessem concentrado nesta praça, o que permite caracterizá-la hoje como a maior fortificação Moderna da Raia beirã.

A Praça-forte adquiriu a sua forma actual com os trabalhos de fortificação da Guerra da Restauração, prolongados pelo século XVIII. Apresenta uma planta hexagonal em estrela quase regular de doze pontas, formada por seis baluartes e seis revelins construídos frente às cortinas das muralhas, desenhando um extenso fosso rodeado por um Caminho Coberto contínuo com cerca de 3,2 km, conservado quase na sua totalidade.